O
amor que sinto vive de si mesmo,
não de uma busca incessante.
Nada espera e a tudo supera
mas do destino vil nega a sentença.
O amor que sinto tem raízes profundas,
feitas de sofrimento e de beleza fecunda.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi belo e deslumbrante,
O amor que sinto, porém nunca fenece,
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, e vencendo a dor
resplandece num canto obscuro,
tanto mais verdadeiro, quanto mais amor...
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