Não
há mais tempo...
a espera se completa!!!
Um grito ecoa de dor,
anuncia a sílaba do verbo errante,
enquanto refaço o evangelho.
A boca sorri tortuosa,
maldizendo a dança dos temores.
Não ouso sussurrar o caos,
nem tampouco parar o inevitável.
O terço se enrosca em minha língua,
e enquanto o primeiro sinal se mostra,
agarro-me nas mãos divinas do Criador.
A garganta já cansada,
permite o sibilar do cio.
Abstenho-me de meus pudores,
enquanto conjugo um bocado da lua.
A alma pulsa displicente,
sob a fronteira da dor toda nua.
E o milagre da vida se completa,
trazendo a esperança
na alma de uma nova criança.
E a vida se renova...
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