Minha
alma sangra
por um amor que carrego em silêncio,
e meus poros se dilatam de angústia e sofrimento.
Em desvario me perco em caminhadas,
ao léu de mim mesma e não me encontro em lugar
algum.
Busco-te num poema, num pensamento,
mas no silêncio das palavras, o vazio das letras.
O que me resta de um amor que se perdeu,
e entre o céu e a terra se desvaneceu?
O tempo que não te traz a mim faz com que eu me desfaleça,
e não me reconheça na desordem de minh’alma.
À deriva nas águas do destino,
sobrevivo num labirinto de convulsões, estranhas vibrações.
Onde tua ausência é meu guia,
num tudo preenchido de tanto nada
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