Meu
olhar não alcança o infinito...
Não vejo o passado, não diviso o futuro
Os horizontes do meu presente são obscuros
Nos meus sonhos não há memórias
São sonhos vazios, sem histórias.
Não
tenho lembranças...
Eu sou sombra errante
Guiada pela luz da incerteza
Como calar o sentido?
Como sufocar a vontade de ser? De saber?
Os
anjos que em outro mundo conheci...
Continuam sem rosto e sem voz
Como mudos eram no silêncio de outrora
Eu, que não sei quem sou
Apenas vago e choro.